9/14/2008

Estratégia para Turismo 2.0.



A web é vital para a indústria do turismo! Dentro de algumas décadas, quando só existirem gerações “nativas” da net, não haverá hotel que sobreviva sem pelo menos um site a representá-lo.

É online que 85% das nossas decisões de compra e reservas são realizadas.

Toda uma nova forma de planear e reservar viagens veio para ficar e exige a adopção de estratégias de marketing digital por parte do sector hoteleiro. Os consumidores têm novos hábitos e há que os compreender.

Hotéis que acusam uma baixa nas reservas, não estão provavelmente a utilizar correctamente os recursos dos social media. Se há 10 anos apenas as grandes cadeias de hotéis dispunham de recursos para se publicitarem em larga escala, hoje, grandes e pequenos, partilham online as mesmas ferramentas que oferecem uma visibilidade global.

A estratégia online não é muito diferente da estratégia de marketing tradicional. São as ferramentas de acção que vincam a diferença. Os novos recursos online encaminham o Turismo para a era 2.0:

- Web 2.0. no turismo

- Blogs
Os blogs permitem a partilha de experiências dos clientes, que poderão, posteriormente, influenciar potenciais consumidores.
Podem ser utilizados pelos RP's dos hotéis na divulgação de festas e eventos e têm a grande vantagem de fazerem “saltar” o hotel para as primeiras páginas dos motores de busca.

- Flickr
Sendo o maior repositório de fotografias do mundo e dependendo a indústria do turismo da “imagem”, a sua presença no Flickr é obrigatória! A pesquisa por imagens de destinos ou estadias conduz os utilizadores ao Flickr. Forma eficiente e gratuita de estar ao alcance de um clique dos consumidores.

- Google Earth
Mais do que vender o hotel, o Google Earth permite “vender” o destino.
Esta extraordinária ferramenta não só indica o caminho, mas, acima de tudo, “vende” a envolvente e a oferta geográfica. No Google Earth os consumidores podem visualizar monumentos, praias, locais de interesse. São inúmeros os conteúdos disponíveis no Google Earth que reforçam a “compra” do hotel.

- RSS versus Newsletter
As típicas newsletters têm fim anunciado! A sua produção exige dispêndio de tempo, pedem periodicidade e apresentam riscos acrescidos de saturação das caixas de correio e audiências.
Coloco em causa a eficácia e o retorno das newsletters. Não questiono a eficácia das comunicações via email como o caso dos e-mailshot.

Os RSS não são intrusivos. Toda a informação é “puxada” pelo próprio consumidor, genuinamente interessado em aceder ao seu conteúdo.
As rss permitem subscrever diversos formatos de informação como: som, vídeo, imagem e texto.

ver mais em : http://blogwebdote.webdotehosting.com/marketing-digital/rss-a-vitamina-c-da-net-%e2%80%9cgood-for-business%e2%80%9d/

- Click to Call
Online, para não ficar atrás da concorrência por um clique, é indispensável dispor de todas as ferramentas de venda. O click-to-call é uma delas. Permite ao cliente, com apenas um clique, ser contactado telefonicamente pelo serviço do site, permitindo-lhe, ainda, definir o horário do contacto.

Vejam este exemplo: http://www.tivolihotels.com/hoteis-portugal/destino/algarve/hotel-carvoeiro/lista.aspx

Estratégia de e-marketing

Posicionamento nos motores de busca (SEO)
A optimização da pesquisa nos motores de busca é fundamental. O aparecimento do link do hotel na primeira página da pesquisa representa, sem custos, maior capacidade de captação de clientes e probabilidade de sucesso de venda. Sem associação a publicidade a espontaneidade do contacto predispõe o cliente para a compra.
De referir que, mais de 90% dos utilizadores apenas consultam a 1ª e a 2ª página com os resultados da pesquisa, pelo que, se falhar este posicionamento, não existe na pesquisa online.

Compra de palavras-chave (SEM)
Uma das mais económicas e eficazes formas de publicitar. As adwords fazem disparar publicidade relacionada com o tema pesquisado. O pagamento é calculado de acordo com o número de cliques efectuados sobre a publicidade.
Deve-se resistir à tentação de redireccionar o consumidor, mal este clica no anúncio, para a homepage do serviço. Evita-se o pagamento de cliques acidentais e garante-se que os leitores que chegam à homepage do serviço estão efectivamente interessados.

O site deve aparecer nas áreas patrocinadas ou áreas de pesquisa livre sempre que possível, pois é isento de custos.

- Sistema de reservas
Não basta ter um bom site, são necessárias boas funcionalidades, rápidas, user friendly e, acima de tudo, capazes de disponibilizar a informação que o utilizador procura.
Alguns aspectos básicos:
- verificação de disponibilidade em tempo real
- certificado de segurança
- pagamento via crédito
- reserva de serviços e extras.

Um dos meus sistema de reservas preferidos: https://reservations.ihotelier.com/istay.cfm?hotelid=4753&languageID=1

- Rede de Afiliados
Conduzir à compra é o grande objectivo dos sites de turismo, e cada site da área deve estar associado a uma rede de outros sites que possa canalizar e trocar potenciais clientes entre si.

A rede de afiliados permite ligar os hotéis a outros parceiros através de uma plataforma tecnológica. À imagem do que já acontece offline, as redes permitem ganhos duplos: o número de visitas dispara e as comissões angariadas com a transferência de clientes converte-se num ganho adicional. Online o sistema de comissões é transparente entre os parceiros e os clientes dispõem de um pacote de serviços complementares ao alcance de um clique.



- Mobile Marketing
Não sou apologista de que os sites tenham já e de contemplar acções de mobile marketing. O custo é elevado, a adesão diminuta e o retorno baixo.
No entanto, os telemóveis são uma potencial ferramenta para os clientes com estadia reservada. Permite-lhes receberem informação actualizada e em tempo real: boas vindas, contactos, ementa, eventos, locais a não perder, promoções, etc. Constituem a forma mais rápida e directa de aceder à informação do hotel/resort/pousada/turismo rural da região enquanto viajam.


Resumo:

Esta nova etapa do turismo 2.0 representa a necessidade de reposicionamento das agências de turismo tradicional. A redução de custos e a rapidez das agências com uma existência exclusivamente online ditam a vantagem. No entanto, as agências tradicionais só precisam de se reajustar a esta nova realidade. Podem usufruir das mais-valias do online e, com a sua existência física, podem criar espaços com experiências digitais no ponto de venda.

O verdadeiro problema, partilhado entre agências tradicionais e online, é a independência e liberdade que a net confere aos utilizadores. As low cost revolucionaram hábitos e, hoje, são muitos os consumidores que se habituaram a comprar directamente online, não só, passagens aéreas mas todos os produtos e serviços relacionados com o turismo. E assim se iniciou a Era do turismo 2.0!



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