
Já todos tivemos contacto com o chamado rfid, o que vimos pouco é esta tecnologia ser aplicada em acções de comunicação em Portugal.
O exemplo de maior sucesso é a famosa via verde e as etiquetas anti-roubo em lojas.
Como aplicar o rfid na comunicação é o que pretendo descrever, para que possa surgir mais campanhas com esta tecnologia.
Antes demais o que é o rfid?
Rfid é um acrónimo do nome (radio-frequency identification). Trata-se de um método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente através de dispositivos chamados de tags rfid.
Uma tag ou etiqueta rfid é uma, pequeno emissor que pode ser colocado numa pessoa, animal, equipamento, embalagem ou produto, dentre outros. Ele contém chips e antenas que lhe permite responder aos sinais de rádio enviados por uma base transmissora.
Com esta tag instalada num objecto que acompanhe o nosso cliente, poderemos interagir com ele em todos os pontos onde tivermos um transmissor.
Onde se aplica o rfid?
Entre muitas outras funcionalidades, destacam-se:
- Em diversos tipos de industrias para mais rápida identificação de objectos dentro das instalações;
- Implantes em humanos e animais, para localização e identificação, por ex. um animal perdido quando encontrado sabe-se quem é o seu dono. em humanos histórico clínico entre outros;
- Automóvel, para controle de veículos;
- Comercial, por ex. pode colocar todos os produtos num saco e chegar à caixa e ser só pagar;
- Bibliotecas, onde consegue haver um controle total de todo o acervo de livros, com estatísticas, localização, … ;
- Segurança, muito usado em lojas com tag nos produtos e sistemas de alarmes;
- Marketing para interacção com os consumidores.
Rfid no cartão de cliente
Ao entrar no espaço comercial da marca ou loja, esta poderá interagir com os seus clientes de diversas formas:
- Imagine o operador de caixa tratar o cliente pelo nome mal que este se aproxima do balcão e dar-lhe os parabéns no dia do seu aniversário;
- Junto ao produto, poderá haver um ecrã que faça sugestões de acordo com o perfil do cliente e o histórico de compras;
- Num banco o gestor de cliente pode ser alertado que o seu cliente está a entrar na agência e como tal poderá recebe-lo e relembrar-se de alguma informação sobre o cliente;
- Em qualquer ponto do espaço comercial o cliente poderá saber os seus pontos, extracto, actualizar informação, entre outros...
Noutros espaços:
- muppis interactivos, quando o cliente passa estes transmitem uma mensagem personalizada ou outro tipo de interacção com o cliente daquela marca;
- Interacção com os consumidores em festivais, entre muitos outros espaços e suportes.
O que ganham as marcas com esta interactividade?
Tudo isto será conseguido em nome da mais pura interactividade.
O consumidor vai aprofundar a sua relação com a marca.Mas acima de tudo vai viver uma experiência estimulante e eficiente.
Para concretizar este objectivo, é necessário que as marcas incorporem o rfid nos seus materiais, sejam eles cartões, produtos, porta-chaves,... mas que prolonguem a relação com o consumidor através da interactividade e personalização através de uma boa gestão de crm.
Basta conhecer a tecnologia e puxar pela criatividade.
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4 comments:
Viva Ricardo,
há um pequeno problema na utilização desta tecnologia... a privacidade do utilizador, pois a partir do momento em que um consumidor use o chip wherever e se monte dispositivos de leitura/captação do sinal wherever... torna-se possível não só captar a atenção deste das mais diversas formas, mas também saber como se comporta, por onde anda, onde fica mais tempo... etc etc.
se calhar não estou bem a ver a coisa, diz-me se concordas.
Esse é o conhecimento que qualquer marca pretende saber sobre cada consumidor dos seus produtos, para que consiga fazer uma comunicação mais eficaz.
Contudo a minha questão é:
Qualquer bom site já não faz isso e muito mais?
que as empresas procurem essa informação não tenho dúvidas, a minha pergunta é se o consumidor estaria convencido de estar a manter a sua privacidade perante tal situação.
um bom site sabe por onde anda e onde fica mais tempo (etc) o utilizador no site e com ajuda, pode saber de onde veio e para onde e de onde foi, mas penso que ainda é diferente esse controlo daquele que se poderá procurar no quotidiano das pessoas. o virtual ainda parece uma coisa distante e de exposição individual no sentido da afectação do comportamento do indivíduo (é fácil fechar uma janela).
não dúvido da potencialidade nem que acabará por chegar, mas também não dúvido que será com grande cautela. Por exemplo numa estação de metro utilizando essa tecnologia, um cliente não precisaria de "picar" o pass. Porque é que não se utilizou essa tecnologia? Não será por ser desconhecida ou será mais cara?
cmpts, bom blog
Domingos, obrigado pelo elogio ao meu blog :)
Sinceramente e pelos sistemas que conheço, as plataformas web conseguem ser mais precisas e intrusivas do que o rf-id.
onde o rf-id se torna intrusivo é na forma como pode expor o consumidor, como o exemplo da foto que usei na ilustração do artigo, ou seja, se expor informações pessoais. Ou se a marca guardar informação sobre as deslocações do seu cliente, tal como faz a brisa. Contudo são tudo questões que primeiro são analisadas pela CNPD.
Quanto ao metro é o futuro e já é usado em alguns tipos de cartões e pass do genero, contudo não se trata de ser mais caro, mas sim quando a rede actual foi implementada o rf-id ainda deveria estar muito incipiente, pelo que agora para alterar são coisas que demoram os seus anos para justificar o investimento e tambem estudar a passagem correcta.
Contudo o rf-id já está mais do que imaginamos presente no nosso dia a dia, mas na parte da publicidade ainda não está a ser devidamente bem explorado.
obrigado
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